domingo, 8 de novembro de 2015

Eu tinha duas opções desistir ou acreditar

Oi sumi, mas estou voltando...

Acho que já comentei aqui, quando descobri a Síndrome de Hellp, tive o amparo de dois médicos a doutora Giuliana Petti que ficou do meu lado e me deu a pior notícia que poderia (minha filha precisava nascer e não iria sobreviver) no mesmo dia Deus enviou um anjo em forma de médico o Dr. Soubhi Kahhale, ele veio me explicar sobre a doença, sobre ele só ter uma forma de salvar a minha vida que era eu autorizando o parto, (sim com a Catherine eu tive que passar pela indução de parto), não tinha como salvar as duas, ou era eu, ou ele perderia nós duas, bom... mas não vamos falar sobre isso, vamos a parte que interessa... ele me disse que meu próximo pré natal ele que faria no Hospital das Clínicas (HC), que não estava pensando em dinheiro, mas que infelizmente naquele momento era a única coisa que podia fazer...

Descobri que ele era um dos coordenadores lá do Hospital São Luiz, ele havia me dito para ligar quando saísse do hospital. Saí do hospital, achando que ele nem lembraria de mim, deixei passar acho que duas semanas, ai o Ronny falou pra ligar, ai liguei e ele me pediu pra ir ao HC.

No hospital ele me explicou que a doença que eu tive na gravidade que foi e por ter ocorrido antes da 30ª semana estaria relacionada a outra doença, pediu que eu fizesse uma bateria de exames de sangue, para confirmar e só assim poderíamos ter certeza do tratamento, nesta consulta ele me garantiu que teria um filho ou quantos eu quisesse, mas que ele me aconselhava a ter dois, ele tem 3 mas achava muito.

Realizei os exames, tirei 11 tubinhos de sangue de uma só vez, e confirmado que eu tinha anti-cardiolipina IGG alterada o normal é abaixo de 10 e a minha deu 53. Quando voltei ao médico, pensei que já fosse liberar, nem sabia ao certo o que essa alteração significava, mas ai o Dr. Soubhi me encaminhou para a Dra, Ana Kondo, e ela resolveu não me liberar, pediu para repetir os exames após 3 meses. O que foi adiantado é que eu teria que tomar uma injeção de clexane todos os dias, a injeção deveria ser aplicada na barriga, além de repouso, nada de dormir tarde, ter rotina, esquecer festas...

3 meses depois, voltei com o novo exame, resultado 42, realmente eu tinha SAAF (A SAAF, do ponto de vista reprodutivo, é uma trombofilia auto-imune, isto é, é uma patologia em que há a produção de anticorpos (elementos responsáveis pela defesa do organismo) contra o próprio corpo. Assim, esses anticorpos podem agir contra determinadas partes do organismo, como o próprio embrião. 
A SAAF pode provocar tromboses de artérias ou veias, o que pode levar a abortamentos de repetição, perdas gestacionais precoces e graves problemas gestacionais, como partos prematuros devido à pré-eclâmpsia grave, eclâmpsia ou insuficiência placentária grave. continuar lendo...)
Além das injeções diárias eu não tinha 100% de certeza que o tratamento daria certo, a probabilidade era de 95%, e eu tinha um agravante tinha pressão alta. Eu podia ter Sindrome de Hellp novamente e mais grave, podia ter trombose, podia perder novamente... mas eu e o meu marido decidimos que o nosso sonho era muito maior do que qualquer doença, do que qualquer dúvida, a nossa opção foi acreditar...

Enfim liberados, com muito medo, cientes dos perigos e das dores, não seria fácil, me chamaram de louca quando eu contei sobre o tratamento, e principalmente sobre os riscos, vi casos de mulheres que perderam novamente seus bebês, e dois casos de mulheres que morreram mesmo com o tratamento. Não posso dizer que não tive medo, tive e muito, não por mim, nunca pensei que morreria, mas tive medo de passar pela dor da perda novamente...

Mas Deus tinha me dito que daria certo... e nós acreditamos