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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sindrome de Hellp eu tive - parte 2

E aí gostaram das informações?
Agora vou falar mais um pouquinho tá?

Como diagnosticar?
A Sindrome de Hellp é diagnosticada, através de exames laboratoriais e clínicos (ela é caracterizada principalmente por três fatores: destruição dos glóbulos vermelhos pelo rompimento da membrana plasmática; elevação das enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas (eu tive tudo alterado nos meus exames de sangue, principalmente a proteína na urina e minhas plaquetas que começaram a gravidez com 248.000 estavam com 48.000).

Qual é o tratamento?
O tratamento é fazer o parto mais rápido, o médico pode induzir o trabalho de parto com agentes específicos ou programar uma cesariana antecipada, ele pode também optar por repouso absoluto, ingestão de líquidos, e monitoração cuidadosa, dando ao bebê tempo para amadurecer. (no meu caso o médico optou pela indução do parto normal, pois disse que a bebê estava muito pequena e uma cesárea no meu caso, poderia prejudicar meu útero a ponto de eu engravidar e não conseguir segurar o bebê até o final da gravidez, ocorrendo um rompimento do útero. E tivemos que tirar a bebê pois eu estava correndo risco de vida, não foi uma opção, entre eu ou ela, foi uma opção para me salvar, nada mais poderia ser feito por ela, dói muito, meu marido consegue falar que precisamos fazer um  aborto, eu não consigo digo que foi indução do parto, mas é a mesma coisa).

Quem pode desenvolver?
As mulheres com maior predisposição para desenvolver a doença são as que sofrem de doenças crônicas do coração e rim, pacientes com diabetes e lúpus. (aqui está a explicação do que eu acho que aconteceu, eu tinha uma pré disposição a desenvolver a síndrome, hipertensão não é fator determinante, muito pelo contrário ela acontece na maioria dos casos em mulheres que desenvolveram hipertensão na gravidez, porém minhas médicas podiam ter se atentado a isto).

A síndrome de hellp não pode ser prevenida, no entanto o diagnóstico precoce aumenta as chances de sobrevivência da mãe e do bebê, por isto é muito importante o acompanhamento por um obstetra que cuide de gravidez de alto risco. (ou seja, não tem como saber se terei novamente, se será mais fraco, ou mais forte, se terei outra perda, a única coisa que sei é que fazendo um bom pré-natal, a síndrome será diagnosticada mais facilmente e poderei ter sucesso, mas nada é garantia, uma menina do grupo do face, estava super acompanhada, tomando a medicação correta, e mesmo assim desenvolveu a síndrome de forma assintomática, e perdeu a bebê e quase a vida)

Fontes: http://guiadobebe.uol.com.br/sindrome-de-hellp/
http://www.bolsademulher.com/familia/sindrome-hellp/

Bom meninas, sei que este post ficou enorme, mas acho interessante falar para vocês o pouco que pesquisei. Já que infelizmente esta síndrome é tão nova, e poucos médicos dominam sobre o assunto, a minha antiga GO me abandonou completamente. 

O que eu penso sobre tudo?
Bom fui acompanhada por uma obstetra e por uma cardiologista, até a 20ª semana minha pressão estava controlada, quando apareceram os sintomas, mais graves, fui tratada como algo normal (sendo que a pré-eclampsia aparece depois da 20ª semana), eu no fundo sinto que tive pré-eclampsia que foi se agravando pela falta de atenção. O que me dói é saber que eu podia ter seguido meu instinto, eu não queria acreditar que algo estava acontecendo, confiei nas médicas, tirei todo o sal, fiz repouso não tanto quanto precisava, mas mais do que me pediram. Acredito sim, que tive um quadro de agravamento de pré-eclampsia e não uma doença associada, como a trombofilia (conto em outro post sobre esta também). 

Depois de ler muito, e saber que ainda tenho um útero funcionando, um marido que me ama, e um sonho a realizar, e um anjo que é um médico que se disponibilizou a cuidar da minha gravidez (é digo se disponibilizou, pois ele apareceu quando precisei, e o cara é uma fera em gravidez deste tipo, e atende poucos pacientes, ele é professor e estudioso no assunto), eu decidi que NÃO VOU DESISTIR, acredito que Deus me deu esta chance, me deu o caminho e agora é tentar novamente, quantas vezes forem necessárias, sei dos riscos, inclusive para mim, mas quero tentar, não vejo a hora de ser liberada, podem me chamar de louca, falar que eu podia esperar mais, porém eu confio em DEUS primeiramente, e neste médico de que ano que vem terei um bebê dentro de casa, não consigo mais imaginar como será minha gravidez, ou como será o enxoval, o momento do parto, só consigo imaginar na emoção que vou sentir entrando dentro de casa com o meu bebê no colo, isto sim, será  a minha maior vitória, porque agora não me preocupo em se conseguirei engravidar, mas sim, em se conseguirei levar a gravidez até o final.

Próximo passo... mês que vem volto no médico, ele me disse que pedirá alguns exames, mas me garantiu que posso sim engravidar, que terei meus filhos, sim ele me disse que posso tentar os dois que eu quero e quantos mais querer, mas ele acha 2 um número bom...rsss.
Este médico é super atencioso, calmo, e o melhor me passou muita segurança e confiança, que Deus permita que ele continue assim até me entregar meu bebê nos braços.

DEUS ME DISSE QUE DESTA VEZ SERÁ DIFERENTE, E EU ESTOU ACREDITANDO NISTO.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Síndrome de Hellp eu tive - Parte 1

Bom dia meninas, 
To sumidinha, mas to tentando fazer as devidas visitas, agora trabalho de manhã e a tarde, então meu tempo está mais do que corrido.

Como prometi, hoje vou começar a falar um pouco sobre a síndrome que eu tive, pois acho importante divulgar o pouco que sei sobre ela, assim se você conhece alguém que está passando por algo parecido, já servirá de um alerta, já que esta síndrome é pouco conhecida e muitos médicos nem desconfiam dela (como aconteceu comigo).

Bom a Síndrome de Hellp é uma complicação obstétrica rara, pouco conhecida e de difícil diagnóstico, que acontece durante a gravidez ou no pós parto, podendo causar a morte da mãe. (faço parte de um grupo no face, onde algumas mulheres relataram a síndrome pós parto, graças a Deus o bebê se salvou, mas a mãe teve sérias complicações)

Normalmente é uma complicação da pré-eclampsia, ou seja, da hipertensão gerada na gravidez, estima-se que 8% das mulheres que sofreram pré-eclampsia desenvolvam a síndrome (os médicos disseram que no meu caso, eu não tive pré-eclampsia e sim já a síndrome... porém eu discordo, acho que tive pré eclampsia, eclampsia e cheguei na síndrome, o que houve foi que minhas médicas não se atentaram ao que estava acontecendo comigo). 

Os sintomas iniciais podem ser confundidos com o quadro da pré-eclampsia, ou seja, aumento da pressão arterial e inchaço (eu tive os dois, minhas médicas pediram repouso e aumentaram a medicação e não pediram para me ver, em 15 dias eu engordei 5kg, mas via-se que era inchaço, porém como foi bem no calor de dezembro e início de janeiro. julgava-se ser normal). Quando o quadro se agrava, resulta em edema agudo nos pulmões, insuficiência renal, falência cardíaca, hemorragias e ruptura do fígado podendo levar a morte materna (no meu caso, eu estava com rins, pulmões e fígado parando)

Existem alguns sintomas que podem alertar para o que está acontecendo como: fadiga, mal estar generalizado, dor na parte superior direita do abdômen, náuseas, vômitos, dor de cabeça e retenção de líquidos acompanhada por ganho de peso, algumas mulheres também tem convulsões.  (como podem perceber, são sintomas típicos de uma gravidez normal, eu tive fadiga, dor na parte direita do abdomen - inclusive fiquei uma noite sem dormir com esta dor, que não me deixava respirar direito, já tinha conversado com a minha médica e ela disse que era porque a bebê estava crescendo, e os órgãos iam se adequando as mudanças -, e retenção de líquido, outras meninas que conheço não tiveram nada, e só descobriram quando fizeram o exame de sangue e viram a alteração ou perceberam espuma na urina o que indica retenção de proteína).

Bom meninas para o post não ficar muito grande vou dividir em duas partes...
No próximo conto sobre como é feito o diagnóstico, o tratamento, e a minha decisão, depois de conhecer um pouco mais sobre o que eu tive

Beijos