Chegando ao hospital esperei duas horas para ser atendida, não queria ter ido para lá, mas de todos mais perto de casa era o que tinha menas reclamação.
O médico viu os exames que levei, falei do diagnostico do médico e ele me internou... (as dores ainda persistiam... e a falta de ar nem se fala), minha mãe não pode ficar comigo, pois não liberaram acompanhante. Fui colocada em uma sala com mais 5 pacientes dentre elas 3 eram senhoras e estavam com suas acompanhantes. Fiquei lá numa poltrona, que dava para inclinar e virar quase cama, mas nada confortável, fui colocada já no medicamento na veia, a noite foi nada tranquila toda hora entrava alguém e acendia uma luz forte, e lá se foram mais litros de sangue para novos exames, fiz outra tomografia, sai de lá sem ar, fui então colocada no respirador.
Na manhã seguinte o médico passou disse que não poderiamos ficar ali que precisavam arrumar um leito para nós, e me tirou do respirador, lá para as 12hs levaram a gente para outra sala, e ficamos lá as 3 que ainda não tinham leito, ficamos lá sentadas nas nossas poltronas, sem poder conversar como antes, sensação horrível até que chegou a hora da visita, e o Ronny entrou com 20 minutos de atraso, pq ele falou que minha mãe demorou para sair e era a maior burocracia para entrar... ficamos só 10 minutos e ele teve que sair correndo para ir trabalhar, minha mãe então entrou, ficou comigo, depois foi conversar com o médico e voltou com a notícia de que eu estava com pneumonia leve e reagindo muito bem aos medicamentos... isto era uma hora, quando foi às duas, me levaram para uma salinha, que eles chamam de isolamento, lá fomos eu e minha poltrona, chegando lá perguntei se ficaria ali sozinha disseram que sim, perguntei porque e apenas o enfermeiro me respondeu, "porque o que você tem não pode ficar junto com os outros", meninas meu mundo desabou, me senti horrível, não podia sair de lá, ninguém aparecia, eu não tinha nada além da poltrona, uma pia (como essas de casa), depois conseguiram uma cama, mas meu desespero não diminuiu, parecia que eu estava com algo muito pior, quando entrava algum enfermeiro era com máscara, perguntava o que eu tinha e me diziam que só o médico poderia falar no outro dia.
A noite não apareceu ninguém e eu desesperada para ir ao banheiro, (não tinha campainha na sala), colocava a cabeça para fora e a primeira pessoa que eu via pedia para vir alguém, mas isto sempre demorava muito fiquei mais de 4 horas segurando, até que apareceu uma enfermeira, perguntando onde estava a minha cumadre (aquela minha inimiga da curetagem), eu disse que não tinha, ai ela ficou p. e entendeu que eu não estava chamando para ir ao banheiro pq me negava a fazer naquele troço, mas sim porque eu não tinha, ai ela trouxe e ficamos amiga, ela foi lá me ver mais vezes, e foi ela quem me contou que o médico suspeitou de tuberculose, no sábado de manhã, vem o pior eu teria que fazer um exame para verificar se eu tinha ou não, porém o exame era soltar catarro (desculpa a expressão tá) num copo, e será que alguém sabe me dizer como se faz isso quando vc não tem catarro no peito? Me disseram que se eu não fizesse eu teria que ser aspirada, ai eu comecei a chorar, e saiu catarro, saliva e tudo, ai disseram que aquilo não daria para fazer, pedir para ser aspirada, mesmo sabendo que ia doer, machucar, mas eu não sabia como fazer o exame e queria ir embora logo. Graças a Deus a fisioterapeuta não estava lá, e acabaram liberando para fazer o exame com a saliva mesmo. O dia do sábado foi o pior de todos, fiquei mais largada do que tudo, perdi o acesso na veia 2 vezes, uma o medicamento deixou meu braço dolorido até que não aguentei e chamei por alguém que não apareceu, até que vi uma pessoa da farmácia e pedi pelo amor de Deus para trazer alguém porque meu braço estava inchando, vieram desligaram o medicamento e nada da dor sumir, ai uma enfermeira tirou o acesso, e disse que no proximo plantão seria trocado, eu tinha que tomar medicamento as 18h30, só fui tomar às 12hs, isto porque eu estava no pé, quando colocaram este segundo acesso, meu braço começou a ficar gelado no local onde passava o medicamento, meu ombro começou a ficar duro, ai pedi novamente para trocarem e mais de uma hora depois trocaram... De manhã vieram novamente com o exame, e eu mais uma vez nada de conseguir, até consegui algo com menos saliva. ai o médico passou, perguntou como eu estava disse que bem, sem dores, só quando respiro fundo, ai ele me perguntou se eu não tinha conseguido fazer o exame de novo eu disse que não, pq não tinha catarro, ai ele me examinou, e falou assim: "vamos suspender então este exame, já que vc não vai conseguir, só que vc vai continuar a fazer o tratamento com antibiótico em casa" ai eu falei então eu vou ter alta e ele disse que sim, mas que eu teria que tomar o medicamento certinho e fazer acompanhamento no posto. Nem acreditei... o Ronny ficou meio assim dele me liberar pq o certo seria eu continuar tomando o medicamento que eu estava tomando até quarta, mas eu não queria saber de nada, enfim eu ia sair de lá...
Quero confessar que nunca tinha sentido Deus tão perto de mim, gente eu só tinha ele ali naquela sala sozinha, e eu pedia tanto para ele me tirar dali, me socorrer, me curar, até sinal do celular eu implorava e logo o sinal aparecia, até carregador de celular eu consegui emprestado, Deus estava lá sim, e sábado foi a nossa cota, ele viu que eu estava sofrendo eu implorei, demais para ele me curar e disse que sabia que precisava dos medicamentos, mas que queria ir para casa, e ele permitiu, por isto, não estou com medo de ter recaída, porque Deus está cuidando de mim.
Gente eu chorei tanto esses dias, mas na hora das visitas, ou que eu falava com a minha mãe ou com o Ronny por telefone eu sempre demonstrava estar bem, só no sábado que tive uma recaída e reclamei para o Ronny que queria ir embora, e que estava sentindo dor, mas não chorava, porque eu sei o quanto foi difícil para eles, tanto que no sábado eu mandei o Ronny ir dormir na mãe dele, afinal ele passou a semana toda sem almoçar, só comigo no hospital, e como no domingo meu irmão ia me visitar, ele aceitou ir, mas me disse ontem que pensou em ir me buscar quando eu disse que estava de alta, só não veio pq o meu irmão ia vir, e ele estava lá do outro lado, mas disse que se não tivesse quem me buscasse ele ia... achei tão fofo!
Bom meninas, agora é tomar os medicamentos, me cuidar, continuarei um pouco sumida por causa do repouso, mas estou me recuperando bem...
Beijos