terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Parto e amamentação

Oi gente. To tentando aparecer mais frequente, mas tá difícil, Nick tá gripado, primeiro resfriado do meu gatinho, então to me dedicando a ele.

Mas essa semana eu li uma postagem no Instagram que me revoltou. Tá esse post pode dar polêmica, mas já vou deixar claro que sou uma pessoa entendida das coisas e sei da importância de amamentar, mas também sei que amamentar não é uma questão de querer. Quando eu engravidei eu falava que iria amamentar até os 6 meses exclusivamente, coisa que só aconteceu por alguns dias.
No post que eu li, uma mãe dizia que estava se esforçando para amamentar pq estava percebendo que o leite tinha diminuído e falava que a mulher tinha que assumir que amamentar era cansativo, e que quando deixava de fazer a culpa era dela, que não tinha se esforçado que tinha sido preguiçosa que isso e aquilo.

Bom vou deixar claro aqui que eu sonhei em amamentar, mas meu leite que era pouco secou quando o Nick tinha 3 meses, também conheço histórias de mães que queriam amamentar e o bebê não quis mais.

Bom essa história de que toda mãe tem que amamentar já me irrita, o povo coloca como se a mãe que não amamenta ama menos o filho, e a verdade não é bem essa. E quem não amamentou exclusivo sabe o quanto isso dói.

Bom vamos aos suspostos motivos de eu não ter amamentado...

Quando eu estava com 32 semanas fui fazer um doppler no hospital em que eu fazia pré Natal, na hora o médico detectou uma resistência maior em uma das minhas artérias e quis me internar, como eu teria meu filho na rede particular e meu pra Natal era na pública, pedi para falar com o meu médico e esse na mesma hora me falou pra ir ao hospital que teria meu bebê e falou para alguém "reserva uma uti", na hora passou um filme, liguei pro meu esposo e fui cheguei lá. Fiquei internada para observação em quarto normal, porém a médico que me atendeu disse que meu filho nasceria até o final da semana, isso era uma terça feira...
E lá se foram 10 dias, fazendo exames, ultras todos os dias, cardiotocos, o Ronny se mudou para o hospital ia trabalhar e voltava.
Quando completei 34 semanas minha médica me falou pra aguentar firme, pra ter paciência, pois do jeito que estava meu bebê  nasceria com 37 semanas. Claro que eu aguentava. No dia seguinte, ela sentiu na minha cama e me falou que a equipe médica achou melhor o Nickolas nascer,que ele era um bebê viável, e que meu parto seria no dia seguinte as 10hs, só não faria meu parto naquela hora porque eu tinha tomado clexane e após as 23hs ela teria um compromisso. Eu seria monitorada durante a noite e qualquer alteração o plantonista faria o meu parto. Eu estava sozinha, tremi de medo, rezei e esperei o que Deus me reservava. No primeiro cardio pra monitorar, o coração do Nick deu uma queda e 10 minutos depois o plantonista  subiu e falou que faria meu parto que era melhor não arriscar. Então meu parto que há um dia seria para 3 semanas, estava mudando para de madrugada e com plantonista.
Meu filho nasceu às 2h, chorou, me mostraram de longe, foram limpa-lo, e me mostraram novamente. Eu não tive meu filho em meu colo, no meu peito, na foto com o pai, não sentimos o nosso cheiro. Só vim ver meu filho novamente às 7hs da manhã através de um vídeo que o Ronny fez dele na uti, só consegui ir ve-lo, às 16hs quando passou enfim os efeitos da anestesia.
Entrei naquela sala cheia de incubadora, me mostraram qual era meu filho, isso não fui junto com meu marido, so entrava um por vez. Olhei ele através daquele bercinho de vidro até que me disseram que poderia tocá-lo, quando fiz isso ele segurou meu dedo, e ali eu tive certeza que tudo faria certo.
Nick nasceu soltando uma secreção, sujeira,e isso durou 5 dias. 5 dias sem tomar leite, se alimentando por ainda no braço.
Fiquei 5 dias sem pega-lo no colo. E quando fazia era por minutos. Ia visita-lo todo dia, acordava 4:30 e voltava para casa as 0h. Tomava um banho, deitava e estava pronta pra rotina, levava canjica pra comer la. Diziam que aumentava o leite. Ia para o banco de leite 3x ao dia e tinha uma bomba me sugando. No hospital tem a sala das mães um lugar onde tem umas poltronas, TV,geladeira e la descansamos e trocamos energias  com as outras mães.
Nick só veio mamar com 20 dias, um dia depois começou com mamadeira. E com 29 dias teve alta, nisso a minha produção de leite q nunca foi boa ja estava baixa.

Resumindo q o post ficou enorme:
Passei pela história de quando perdi a Cacah.
Meu parto foi feito as pressas
Não peguei meu filho após o parto no colo
Só peguei-o no colo com 5 dias
Via todo dia seu peso subindo e descendo
Não dormi direito
Não tive resguardo
Não me alimentei direito
Tomei remédio pra aumentar o leite inclusive tarja preta

Então não me venha com falar que não amamentei porque não quis, porque fui egoísta e só pensei em mim

Desculpa meninas o super post. Mas resumi tudo.

Beijos


 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

E o ano começou

Gente que delícia saber que ainda tenho visitas, e que tem mais gente voltando pros blogs tbm. Vou tentar visita-las.

O ano começou e meu celular me deu adeus, comprei um na promoção e nada dele chegar demorou mais de 15 dias. Nesses dias fiquei sem net. O modem deu pau.... Pois é, quase desisto de rede social em 2016 kkk

E ai como foi a virada por aí. Aqui foi tranquilo, somente nós, o Ronny chegou do trabalho às 23h, Nick acordou, mas antes de meia noite dormiu.

Foi mágico passar meu primeiro ano novo com meu filho no colo. Não tenho palavras pra descrever esse momento.

Quero desejar à  todas um 2016 abençoado. Cheio de realizações, muito amor, paz, saúde para todos

Ah quem quiser pode nos seguir pelo Instagran um_lugar_especial, é um cantinho q fiz só pra compartilhar coisas do Nick com as amigas.

Beijos





Fotinhas do meu Príncipe 

sábado, 2 de janeiro de 2016

e chegou 2016...

Cof, cof...
Nossa quanta poeira... tem alguém ai????

Fiquei de voltar e nada né...

Gente queria tanto voltar a blogar e ver o que está rolando por aqui, mas ainda tá difícil...
Mas quero muito tentar

E lá se foi 2015, o ano da minha vitória, o ano em que Deus falou que seria o meu ano, um ano que me encheu de fé, o ano em que meu filho nasceu.

Não foi um ano cheio de novidades ou agitações, muito pelo contrário foi um ano em que fiquei muito em casa, mas não deixou de ser especial... vou tentar aos poucos neste mês de janeiro fazer uma retrospectiva de como está a minha vida... quando compartilhar algo de 2015 vou usar a #retrospectiva2015

Bom vamos ao que interessa, quero desejar a todas uma chuva de bençãos, muitas felicidades, que cada uma possa realizar seus sonhos mais intimos, que Deus esteja sempre presente na vida de vocês, que estejamos sempre rodeadas de muito amor, que as pessoas falem menos, se intrometam menos em nossas vidas, e que todos os palpites só apareçam se forem solicitados.

E para quem quer saber como o meu príncipe está... umas fotinhas pra vc´s


Nickolas é uma criança linda, risonha, e séria quando quer, tem o gênio bem misturado é metade eu e metade o pai, um verdadeiro geminiano. É birrento quando quer... adora um colo, não gosta de ficar parado em um canto, tem um choro bem nervoso se deixar perde o fôlego, dorme pouco durante o dia, tira sonecas de uma hora mais ou menos, tem dias que dorme mais, outros menos, assim como eu não curte comer, e come como eu comia, andando pela casa inteira... minhas tias falam que minha mãe andava a rua inteira, por enquanto estamos andando pela casa e pelo quintal. Ele não curte muito leite, então mamadeira está sendo mais a noite e leite ele acaba tomando na papinha. Teve reação em todas as vacinas, mas algumas deixavam ele mais derrubado e deixando a mamãe desesperada. Graças a Deus nunca pegou um resfriado ou algo mais grave... Mais uma vez assim como eu, odeia rotina, ou melhor horários, ele sabe o que tem que fazer, mas tem dias que dorme primeiro, outras come, e ele que vai se adaptando...

Me descabelei muito com esse papo de não comer e não dormir direito, mas quer saber de uma coisa, eu abri mão, meu filho é do jeito dele e eu só posso agradecer a Deus por ele ser assim tão completo e genioso, passei anos sonhando com um filho, então agora deixa eu curti-lo como ele é. Sei que seria melhor se comesse melhor, se dormisse melhor, se isso ou aquilo melhor... mas quantas mães não dariam tudo para conseguir ouvir o choro de birra dos filhos?

Bom é isso, se vc´s tiverem por aqui ainda manda um alô para que eu me anime a voltar


Beijos, feliz 2016

domingo, 8 de novembro de 2015

Eu tinha duas opções desistir ou acreditar

Oi sumi, mas estou voltando...

Acho que já comentei aqui, quando descobri a Síndrome de Hellp, tive o amparo de dois médicos a doutora Giuliana Petti que ficou do meu lado e me deu a pior notícia que poderia (minha filha precisava nascer e não iria sobreviver) no mesmo dia Deus enviou um anjo em forma de médico o Dr. Soubhi Kahhale, ele veio me explicar sobre a doença, sobre ele só ter uma forma de salvar a minha vida que era eu autorizando o parto, (sim com a Catherine eu tive que passar pela indução de parto), não tinha como salvar as duas, ou era eu, ou ele perderia nós duas, bom... mas não vamos falar sobre isso, vamos a parte que interessa... ele me disse que meu próximo pré natal ele que faria no Hospital das Clínicas (HC), que não estava pensando em dinheiro, mas que infelizmente naquele momento era a única coisa que podia fazer...

Descobri que ele era um dos coordenadores lá do Hospital São Luiz, ele havia me dito para ligar quando saísse do hospital. Saí do hospital, achando que ele nem lembraria de mim, deixei passar acho que duas semanas, ai o Ronny falou pra ligar, ai liguei e ele me pediu pra ir ao HC.

No hospital ele me explicou que a doença que eu tive na gravidade que foi e por ter ocorrido antes da 30ª semana estaria relacionada a outra doença, pediu que eu fizesse uma bateria de exames de sangue, para confirmar e só assim poderíamos ter certeza do tratamento, nesta consulta ele me garantiu que teria um filho ou quantos eu quisesse, mas que ele me aconselhava a ter dois, ele tem 3 mas achava muito.

Realizei os exames, tirei 11 tubinhos de sangue de uma só vez, e confirmado que eu tinha anti-cardiolipina IGG alterada o normal é abaixo de 10 e a minha deu 53. Quando voltei ao médico, pensei que já fosse liberar, nem sabia ao certo o que essa alteração significava, mas ai o Dr. Soubhi me encaminhou para a Dra, Ana Kondo, e ela resolveu não me liberar, pediu para repetir os exames após 3 meses. O que foi adiantado é que eu teria que tomar uma injeção de clexane todos os dias, a injeção deveria ser aplicada na barriga, além de repouso, nada de dormir tarde, ter rotina, esquecer festas...

3 meses depois, voltei com o novo exame, resultado 42, realmente eu tinha SAAF (A SAAF, do ponto de vista reprodutivo, é uma trombofilia auto-imune, isto é, é uma patologia em que há a produção de anticorpos (elementos responsáveis pela defesa do organismo) contra o próprio corpo. Assim, esses anticorpos podem agir contra determinadas partes do organismo, como o próprio embrião. 
A SAAF pode provocar tromboses de artérias ou veias, o que pode levar a abortamentos de repetição, perdas gestacionais precoces e graves problemas gestacionais, como partos prematuros devido à pré-eclâmpsia grave, eclâmpsia ou insuficiência placentária grave. continuar lendo...)
Além das injeções diárias eu não tinha 100% de certeza que o tratamento daria certo, a probabilidade era de 95%, e eu tinha um agravante tinha pressão alta. Eu podia ter Sindrome de Hellp novamente e mais grave, podia ter trombose, podia perder novamente... mas eu e o meu marido decidimos que o nosso sonho era muito maior do que qualquer doença, do que qualquer dúvida, a nossa opção foi acreditar...

Enfim liberados, com muito medo, cientes dos perigos e das dores, não seria fácil, me chamaram de louca quando eu contei sobre o tratamento, e principalmente sobre os riscos, vi casos de mulheres que perderam novamente seus bebês, e dois casos de mulheres que morreram mesmo com o tratamento. Não posso dizer que não tive medo, tive e muito, não por mim, nunca pensei que morreria, mas tive medo de passar pela dor da perda novamente...

Mas Deus tinha me dito que daria certo... e nós acreditamos




terça-feira, 8 de setembro de 2015

Meu encontro com Deus

Quando eu perdi a minha Catherine, eu passei por um momento de revolta, de falta de fé, eu não acredito que possa existir um Deus que queria aproximação dos seus filhos através da dor. 

Ai o que eu mais ouvia era Deus quis assim, foi melhor assim já pensou se nasce com algum problema, Deus sabe o que faz... gente é sério não fale essas coisas pra alguém que perdeu um filho, eu não acreditava nesse Deus que permite que seus filhos sofram, que tiram o sonho dos seus filhos...

Bom foi assim que numa certa noite, naquele quarto de hospital eu já cansada de tanto chorar, senti presença de Deus em meu coração, e uma calma tomou conta do meu ser, ele me disse pra ter calma que aquela dor ia passar, que infelizmente ele não tem tanto poder como imaginamos, que o máximo que conseguiu fazer por mim foi me salvar, e agora precisava que eu confiasse nele, pois para realizar o meu sonho ele precisava da minha ajuda.

DEUS me pediu pra vigiar e confiar, que eu teria o me filho, mas para isso precisava de mim. Disse pra da próxima vez eu não me expor porque infelizmente não são todas as pessoas que torcem pela minha felicidade, e como e não teria como saber, era meIhor me preservar. 

Sai do hospital com a certeza de que Deus não me desamparou, que ia dar certo, mas que eu precisava me preservar. Mesmo correndo o risco de decepcionar algumas pessoas por não contar, eu.precisava não falar, não me expor. 

E foi por isso que mesmo sabendo que corria risco de vida, que mesmo sabendo que tinha 5% de chance de dar errado que eu não desisti.

E hoje esse é o Deus em que eu confio, um Deus que mostra o caminho, mas sou eu quem escolho seguir ou não, hoje não vivo de fé, pois foi o excesso dela que me tirou a Cacáh, hoje confio, mas sei que preciso dar o máximo de mim, não basta dizer Deus vai me dar isso, eu tenho que correr atrás daquilo que quero e confiar que Deus vai me ajudar.

Afinal os sonhos só se tornam reais se nós acreditamos e corremos atrás deles.

tentando voltar...

Oi meninas... será que ainda vem alguém aqui?
Claro que vem, afinal recebi comentários bem carinhosos na última postagem...

Bom, faz tempo que quero voltar pro blog, contar sobre a minha gravidez, fazer um diário, para deixar tudo bem guardadinho pra quando o meu pequeno tiver lendo poder saber como foi a história dele.

Vou tentar... mas confesso que a vida de mãe está me tomando um tempão... kkk

Vamos lá...

Beijos

quinta-feira, 23 de julho de 2015

O sonho virou realidade

Oi meninas, agora q as coisas entraram no eixo venho apresentar o meu milagre e como foi a nossa trajetoria.
Bom resumindo pra quem não lembra, eu sou hipertensa, tive uma perda com 8 semanas, sem explicaçao, e outra perda com 24 semanas, quando tive Síndrome de Hellp, minha bb estava , centralizada, e eu tbm estava parando, minhas plaquetas chegaram a 48000, fiquei 12 dias internada, sendo 6 na uti, nada pode ser feito pela minha filha que nasceu sem vida com 360g.
Depois dessa perda, encontrei um medico, que investigou o motivo precoce da Hellp, e eu fui diagnosticada com um tipo de trombofilia SAAF, é um tipo adquirido, provavelmente do uso de anticoncepcional.
Tendo acompanhamento certo, tinha 90% de chance de sucesso, me agarrei a essa chance, utilizei injeções de clexane diariamente, (ainda to tomando), ass, calcio, vitamina d, remedios pra pressao, e o ultragestan ate 20 semanas, materna ate o final.
Fiz varios exames de sangue, doppler e eco a partir de 26 semanas quinzenais, com 30 passaram a ser semanais
Tive resistencia na arteria umbilical, começou a dar restriçao a partir de 30 semanas. Com 32 fui internada, fiquei sendo monitorada por 10 dias, e fizemos o parto cesarea.
Ele nasceu com 34 semanas, pesando 1600kg, ficou 29 dias na uti, saiu com 2205kg.

Bom é isso desculpem o texto enorme.